terça-feira, 30 de julho de 2013

Festival Vozes na Chapada reúne grupos da Bahia e de vários estados em Mucugê

8016990255_5a53acba60Bahiatursa apoia o evento como forma de fomentar o ecoturismo na Chapada Diamantina

 Um dos mais antigos e belos municípios da Chapada Diamantina, distante cerca de 450 quilômetros de Salvador, Mucugê sedia, pela quinta vez, o Festival Vozes na Chapada, que será realizado de 1 a 3 de agosto, reunindo mais de 13 grupos de diferentes cidades da Bahia e de outros estados, proporcionando a integração entre os principais cantos corais do país.
O evento, que conta com o apoio da Bahiatursa, é também uma oportunidade de fomentar o ecoturismo na região. De arquitetura colonial totalmente preservada, a cidade de Mucugê, fundada no fim do século XVIII, foi um dos principais centros de exploração de ouro e de diamantes, e, assim como Rio de Contas, Andaraí e Lençóis, faz parte do complexo geológico que compõe o Parque Nacional da Chapada Diamantina, uma região rica em beleza natural com cachoeiras, cânions e montanhas.
TURISMO NO INTERIOR - O apoio institucional a eventos artístico-culturais, como o Festival Vozes da Chapada, é fundamental para o fortalecimento do turismo no interior do estado. Na avaliação de Weslen Moreira, diretor de Serviços Turísticos da Bahiatursa, trata-se de apresentar um turismo de base cultural, além da valorização do ecoturismo e do turismo de aventura, proporcionando um casamento entre a música de boa qualidade e os atrativos naturais da região: “O apoio está em sintonia com a estratégia da Bahiatursa de valorizar outros belos produtos que não somente o nosso carnaval e as nossas belas praias”.
Grandes eventos como o São João realizado em 77 municípios, o Festival do Chocolate e o Haleluia Fest, em Ilhéus, festivais de inverno em Lençóis e Vitória da Conquista, e a Flica – Festa Internacional Literária, em Cachoeira, contaram com o apoio da Bahiatursa, que também apoiou, no mês de julho, o Festival de Jazz do Capão, também na Chapada Diamantina, um grande evento que lotou os estabelecimentos hoteleiros do município, aquecendo a economia local.
OCUPAÇÃO HOTELEIRA – “Atualmente, o festival ocupa uma posição de destaque no calendário de eventos da Bahia e de Mucugê. O setor hoteleiro tem quase 100% de ocupação nos dias de festival, e o comércio já declara que a data se equipara ao São João”, destaca Lidia Pina, coordenadora do festival.
Tradicionalmente, o evento presta uma homenagem a personalidades do canto coral baiano e brasileiro. Este ano, vai homenagear a Associação de Professores de Educação Musical da Bahia (Apemba). Pioneira, a instituição realizou mais de 50 encontros de Corais, promove cursos e oficinas, tendo à frente a maestrina Elena Escariz.
“Os encontros promovidos pela Apemba fomentaram o entusiasmo pelo canto coral na Bahia e oferecem excelente alternativa de escoamento para a produção cultural por parte dos Corais baianos”, enfatiza Alcides Lisboa, maestro e diretor artístico do Festival Vozes na Chapada.
Corais de diferentes segmentos, religiosos, grupos ligados a empresas públicas e privadas, e independentes participam do festival. Nesta edição, a organização do evento espera receber um público estimado em cinco mil pessoas. Ângela Pina, produtora cultural e organizadora do evento, antecipa que entre os corais da Bahia já se inscreveram grupos de Salvador, Feira de Santana, Tremedal além de um coral de Pernambuco.
PROGRAMAÇÃO
Quinta-feira, 1 de agosto
- 20h: Concerto de Abertura, em frente à Câmara Municipal de Mucugê
- 22h: Degustação de prato típico na Praça dos Garimpeiros
Sexta-feira, 2 de agosto
- 9h30min: Concerto Campal, palestra e visitação ao Sítio Ecológico do Projeto Sempre Viva
- 15 às 16h30min: Oficina de técnica vocal, ministrada pela mestra Ana Paula Barreiro
- 20h: Concerto no Centro Cultural Antonio Carlos Medrado (Clube Social)
Sábado, 3 de agosto
- Durante o dia, os corais podem visitar pontos turísticos da região. Entre eles, Cachoeira das Andorinhas, Cemitério Bizantino e Museu do Garimpo, em Mucugê; Poço Azul, em Nova Redenção; e Poço Encantado, em Itaetê
- 17h: Passeata dos Coralistas, com a participação da Filarmônica de Mucugê
- 18h: Concerto de encerramento, na Praça dos Garimpeiros
- 22h: Apresentação da Orquestra do Maestro Fred Dantas
A produção do evento é de responsabilidade da Terra Verde Turismo e Eventos, em parceria com a Prefeitura Municipal de Mucugê e Governo do Estado da Bahia, e empresas patrocinadoras. Na direção artística do evento está o maestro Alcides Lisboa. A direção técnica é de Carlos Alberto Pereira.

sábado, 27 de julho de 2013

Terra encantada

Terra encantada

TG vai ao Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA) e descobre, sob o chão, as cores do céu

26/07/2013 - 07:25

Uma expedição de 15 dias pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia. Ao lado de um povo acolhedor, a equipe do Terra da Gente deste sábado (27/07) leva os telespectadores até cavernas, cachoeiras, lugares fantásticos, cheios de magia, aventura, beleza e história. E com detalhes que só o Terra da Gente consegue mostrar. A aventura é pela região Sul da Chapada. O desafio começa a pé, com uma caminhada até a Cachoeira do Buracão. Depois, segue de bicicleta. Os repórteres do programa atravessam cidades, exploram estradas e trilhas, e registram os belos cenários sob vários ângulos. Como recompensa, conhecem o Poço Azul e o Poço Encantado, cavernas onde fenômenos da natureza intrigam e encantam os visitantes. O programa deste sábado ainda tem uma receita de Godó de Camarão, direto da Chapada Diamantina.
TG 767 – Chapada Diamantina
Quando os coronéis ditavam as regras
Uma viagem de 1.800 quilômetros, daquelas para nunca mais esquecer. Cortando o Estado de Minas Gerais, do Sul ao Norte, a equipe do TG cruza belos cenários, passando pelo Rio São Francisco, o famoso Velho Chico. Mas o destino estava além da divisa entre Minas e Bahia. Um paraíso encravado em um dos Estados mais charmosos do País, rodeado por montanhas das mais diversas formas e tamanhos. No centro do território baiano fica a Chapada Diamantina. São 700 mil km² de área. Em 1985, uma porção de 152 mil hectares foi delimitada e assim nasceu o Parque Nacional da Chapada Diamantina, que abrange seis municípios.
A equipe chega à noite ao primeiro ponto de parada: a pequena cidade de Mucugê. Na entrada da cidade, dezenas de estruturas iluminadas chamam a atenção. Só quando se chega mais perto é que dá para entender: trata-se de um cemitério na rocha. Subindo pelas encostas, túmulos e mausoléus. Como o solo onde originalmente foi construído o primeiro cemitério é muito úmido, a opção foi elevar as estruturas. Lugar sombrio, mas que não deixa de ser um ponto turístico, com muitas visitas.
Um novo dia chega e é aniversário da pequena cidade. Às cinco da manhã os moradores de Mucugê são despertados por fogos de artifício e pela filarmônica 23 de Dezembro, que dita o ritmo da alvorada. O município nasceu em 1844, quando o agricultor Cazuza do Prado descobriu a primeira pedra preciosa e deu início a um ciclo de 150 anos em busca dos diamantes da região.
A charmosa Mucugê, com prédios em estilo neoclássico do século 19, já chegou a ter 40 mil habitantes no auge do garimpo. Hoje são 13 mil. Gente como seu Tácio Medrado Mattos, filho do coronel Horácio de Mattos, um dos mais importantes líderes políticos da Chapada Diamantina, que ajudou a escrever a história do lugar. Era ele quem ditava as regras, a lei. O coronel conseguiu vencer a maior batalha de todas ao conseguir desarmar o sertão. Fez com que todos do interior entregassem as armas. Mas assim que conquista a pacificação, foi traído. Terminou preso e, assim que conseguiu ser libertado, foi assassinado em Salvador, com dois tiros pelas costas.
Mas o legado dele permanece vivo. Tudo o que os brasileiros desfrutam hoje foi conquistado, às vezes por personagens que muitos desconhecem. A quem acredite que se atualmente se pode caminhar tranquilo e admirar a Chapada Diamantina é por que alguém, um dia, lutou por isso. Lutou por toda essa liberdade. Gente da Chapada, dos tempos dos coronéis.
Cachoeira do Buracão
Amanhece e a equipe do TG chega à estrada que liga Mucugê a Ibicoara. É hora de conhecer os lugares mais belos ao Sul do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Subidas e descidas imensas. A cada curva surgem montanhas e vales. O objetivo é chegar até a Cachoeira do Buracão, uma das mais impressionantes desta região.
O caminho até lá reserva surpresas. Ainda de carro, é preciso cruzar montanhas. E cada uma delas, com seus formatos únicos, chamam a atenção. Nas estradas de terra, cidades, vilarejos e rios. Depois é preciso seguir a pé. É preciso ter vontade e coragem para atravessar por uma trilha estreita em meio à vegetação típica de Cerrado. Longa caminhada que só passa rápido graças ao famoso Terra, guia do grupo. Bem humorado, faz a caminhada ser mais leve.
De repente a paisagem muda. É preciso encarar ainda mais desafios. Enfrentar a "escalaminhada", uma mistura de escalada com caminhada que exige um pouco de habilidade para pisar e segurar no lugar certo. Poucos metros separam o grupo da cachoeira. Quase 4 horas depois, a visão do paraíso tão desejado. A Cachoeira do Buracão ganhou esse nome por conta da queda de 100 metros. O formato das rochas, a perfeição dos detalhes, a cortina de fumaça. Tudo é encantador. Mergulhar, por sua vez, é um pouco assustador. Mas depois de tanto esforço para chegar ao lugar, a equipe decide tomar um banho. O lugar emana uma energia impressionante. Ideal para recarregar as baterias.
Melhor voltar logo. Uma tarefa que se torna fácil, só para ter a chance de ver a queda de um outro ângulo. Na beira do abismo dá para se ter uma outra dimensão da força da cachoeira, do espetáculo que a natureza é capaz de proporcionar. E assim, com sacrifício, é mais fácil entender que na chapada dos diamantes a água é o que, na maioria das vezes, garante o espetáculo.
Aventura sob duas rodas
O meio de transporte para a próxima aventura é uma bicicleta. Sim. Por mais impossível que possa parecer, a equipe do TG vai andar de bike pelas montanhas, vales e trilhas desse paraíso baiano. Dois requisitos básicos: um mínimo de preparo físico e muita disposição. Já são mais de seis da manhã quando o grupo deixa Mucugê sem destino certo. O desejo é um só: vontade de pedalar. Uma subida aqui, mais uma a frente. Desgaste que compensa pelas paisagens. É hora de descer uma das muitas serras. Algo impressionante acontece quando se está de bicicleta. São 10 quilômetros de asfalto, até que começa a estrada de terra. A paisagem se revela e a sensação de liberdade é indescritível.
Chega a hora de encarar outro desafio, de arrepiar. A trilha de pedras, construída por escravos por volta de 1900, é agora a pista dos aventureiros. È uma das mais eletrizantes da Chapada Diamantina. Descer uma montanha, em meio à vegetação, onde perder a concentração pode ser arriscado. A margem de erro é zero, afinal o penhasco está ali, ao lado. Um descuido é extremamente perigoso. Um passeio assustador para quem experimenta pela primeira vez.
O chão, liso de pedra, exige habilidade e destreza. Os pequenos e estreitos caminhos escondidos atrás da vegetação são descobertos a cada pedalada. No espaço reduzido, só um ciclista. E não dá para dividir a ladeira. Adrenalina, emoção, medo, euforia. Uma avalanche de sensações invade o corpo. Tudo passa pelos pensamentos enquanto se despenca montanha abaixo sobre duas rodas. Nos trechos mais velozes os tombos são inevitáveis. Mas ninguém quer ser vencido pela montanha. Levanta, bate a poeira, e segue o trecho desbravando o lugar. São 5 quilômetros de pura emoção até a calmaria na chegada ao primeiro destino, Igatú. Um vilarejo de rochas que sobreviveu ao tempo e hoje é a história viva do garimpo que um dia enriqueceu toda essa região da Chapada Diamantina.

Uma parada para conhecer uma espécie de museu natural, mais rústico possível, sem teto, sem cercas. Dos tempos do garimpo sobrou pouca coisa para se ver. Peças usadas pelos garimpeiros estão ali como se ninguém tivesse mexido até hoje.
De volta à trilha de bike, o grupo deixa a pequena Igatú e segue rumo a outro paraíso. As ladeiras agora são mais largas, mas nem por isso menos perigosas. Quem desafia esse lugar precisa ter em mente o respeito aos limites. Dezenas de quilômetros depois, chegamos. Mas pensa que acabou? É preciso atravessar o rio, carregando a bicicleta. E depois subir mais e mais, a pé. O destino? O Poço Azul.
Na chegada dá para ver que todo o esforço valeu a pena. Desgaste físico e alguns tombos depois, o grupo fica diante de uma obra de arte da natureza. Uma caverna com um lago, iluminada apenas pela luz do sol. Impossível resistir a um mergulho. Lá embaixo um azul que preenche cada canto, cada centímetro do poço.
Mas é preciso deixar o Poço Azul e seus encantos. E hora também de abandonar as magrelas de lado. De carro o grupo chega ao município de Itaitê, no Leste da Chapada Diamantina. Agora é vez de conhecer uma das mais belas cavernas da região. São 325 degraus de descida. Não demora e chega-se diante à entrada principal do salão. Mais descida. Desta vez na escuridão quase total e por entre fendas na rocha. Assim que a equipe chega é abençoada com o início do espetáculo. O poço com 61 metros de profundidade é iluminado em instantes, quando o sol incide na posição exata por uma fenda na rocha de calcário. Diante de tanta beleza, difícil é entender o que está lá embaixo. O que é água, o que é o fundo da caverna, o que é reflexo.
Do lado esquerdo, por ilusão de ótica, aparece o que seria uma entrada iluminada. Na verdade, o reflexo do topo da caverna. O olho humano capta primeiro a luz azul, produzida pela refração na superfície da água. Por isso essa cor única. O feixe penetra e ilumina todo o lugar, descoberto em 1940 por um fazendeiro local. Hoje é proibido nadar ali, pois o fenômeno só se mostra por completo com a lâmina d'água formando um espelho. No fundo do poço rochas e troncos de árvores. Quem visita o Poço Encantado jamais se esquece. É preciso conhecer para tentar entender. É um lugar de contemplação, de silêncio, de uma energia incrível. Se há magia no lugar, só mesmo visitando para saber. Certo é que no Parque Nacional da Chapada Diamantina tudo é encantado. Seja mergulhando, pedalando ou simplesmente observando, se percebe que esse pedaço da Bahia é mesmo iluminado de forma inesquecível
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sexta-feira, 26 de julho de 2013

 
Margareth Menezes canta ‘Para Gil & Caetano’ em Mucugê

Artista apresenta show-homenagem no Festival Vozes na Chapada, no dia 2 de agostoA turnê nacional do show-homenagem ‘Para Gil & Caetano’, de Margareth Menezes, chega à Chapada Diamantina no próximo mês. A pacata cidade de Mucugê será palco de uma exaltação ao canto, de 01 a 03 de agosto, com a 5ª edição do Festival de Vozes na Chapada. Atração confirmada da sexta-feira (02), segundo dia de festival, Margareth Menezes apresentará seu show especial que homenageia os ícones da música brasileira Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O espetáculo, que já passou por palcos de cidades como Rio de Janeiro, Petrópolis, Fortaleza, Salvador e Aracaju, compõe a programação do evento, que reunirá cerca de treze corais de diferentes cidades da Bahia e de outros estados.Bastante intimista e em formato eletroacústico, o show mostra uma vertente diferente da artista Margareth Menezes, que mergulha no repertório dos homenageados e empresta sua voz e interpretação marcante às canções de Gil e Caetano. 

No palco, Margareth é acompanhada por Théo Silva (guitarra) e ainda Guto Messias e Daniela Pena (percussão), além de contar com a participação especial do cantor e compositor baiano Alexandre Leão. O Festival Vozes na Chapada reúne corais de diferentes segmentos, religiosos, grupos ligados a empresas públicas e privadas, e independentes. Este ano, a organização do evento espera receber um público estimado em cinco mil pessoas.
SERVIÇO
Margareth Menezes ‘Para Gil & Caetano’ no Festival Vozes na Chapada (Mucugê)
Data: 2 de agosto (sexta-feira)
Horário: 22 horas
Evento gratuito

quarta-feira, 24 de julho de 2013

HINO EM LOUVOR A MUCUGÊ

O Hino em Louvor a Mucugê cuja letra fora redigida pelo Sr. Gilberto Brito é, talvez, o mais belo já visto na região. Nele resume-se de maneira sutil e verdadeira tudo o que Mucugê tem de melhor a oferecer.
Abaixo, letra desse belíssimo Hino...

Hino em louvor a Mucugê

A serra mais linda,
A água mais limpa,
O sol sempre ameno
Fazem de ti o mais belo,
Doce e fraterno
Canto de amor.
A sempre viva, não há flor igual.
Com tanta magia, forrando o campo do berço natal,
Mais bela que a rosa de outro jardim.
Eu sinto, canto e me encanto - és seiva de mim.
Pedra de base, tão bela, tão pura, pujante,
Juntou nosso povo e é marco histórico, achado diamante.
Mucugê, berço amado, me deste a glória de em ti ser criança,
Correr pelas ruas e campos, tão livre - solto a voar.
Sentir o teu frio, tua paz, teus contos aprender contar
És benção divina e perto do céu me ponho a sonhar.
O teu carinho acolhe o chegante - sem de ti retirar,
Qual filho adotivo se junta ao nativo,
vivendo o prazer de em ti habitar.
Oh! terra de encantos e bênçãos,
Amanhã, já de página escrita, a partida for-se anunciar
No sopé de tua serra deitarei como sempre quis
Nas sedutoras pedras e eternamente serei feliz.


de Gilberto Brito